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Oscar para duas

And the Oscar goes to...



As mulheres!


Isso! Hoje tem notícia boa por aqui. Ufa, finalmente, aleluia! A diretora Chloé Zhao, do filme Nomadland, ganhou o Oscar nesse domingo (25), e entra para a história como a segunda mulher a conseguir o feito. Antes dela, apenas Kathryn Bigelow, pelo filme Guerra ao Terror, em 2010, havia levado a estatueta de Hollywood por melhor direção. Yes, we can! Agora temos duas!

Tem mais. Chloé Zhao, antes do Oscar, já havia ganho o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio do Sindicato dos Diretores pela direção do filme sensível que conta a história de pessoas mais velhas, afetadas pela crise de 2008 nos Estados Unidos, que passaram a viver em vans e motorhomes, se virando em empregos temporários.


O foco é a vida de Fern, interpretada magistralmente por Fraces McDormand, que merecidamente ganhou o Oscar de Melhor atriz, e que decide entrar em uma van e partir para a estrada, vivendo como nômade moderna depois que sua cidade numa zona rural de Nevada colapsa economicamente.


Essa edição do Oscar também tem outro marco importante: foi a que mais premiou mulheres, com 17 vitórias. E não só isso. Também foi a primeira vez que duas mulheres foram indicadas na categoria direção no mesmo ano. Ao lado de Chloé, Emerald Fennell, pelo filme Bela Vingança, também concorreu pela melhor direção.

A coisa é tão discrepante que, em 93 edições do Oscar, apenas sete mulheres disputaram a estatueta de melhor direção, enquanto 502 homens foram indicados. Para se ter uma ideia, a primeira indicação de uma mulher à Melhor Direção em Hollywood só aconteceu 48 anos depois do início da premiação. Foi em 1977, com a italiana Lina Wertmüller, pelo filme Pasqualino Sete Belezas. Não ganhou, claro.


Agora vejam que coisa sensacional. Das míseras sete indicações, duas foram premiadas. E a Chloé, como a imprensa toda está destacando, ainda é a primeira mulher não branca a levar a estatueta pra casa. Outro gol de placa.


Claro que a notícia é boa, a gente tá feliz, mas é preciso refletir sobre isso. O principal e mais tradicional prêmio da história do cinema mundial ter premiado tão poucas mulheres assim mostra que a desigualdade de gênero não é um monstro escondido atrás do armário. Está aí, com os dentes escancarados, pra todo mundo ver. É preciso seguir na luta feminina por representatividade, por um mundo mais justo e igualitário. A indústria cinematográfica, pelo menos, parece dar os primeiros passos nesse sentido. Comemoremos, pois.



Quer saber mais sobre o assunto? A gente te ajuda! Indicamos um filme que trata exatamente sobre isso: Hollywood: A caminho da Igualdade. Segue o trailer legendado:





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